EVENTOS ESPECIAIS
NA NOITE DE LANÇAMENTO DO LIVRO COMPANHIA DO LATÃO 7 PEÇAS, AS AMORÁVEIS COLABORAÇÕES DOS GRUPOS AMIGOS
Dia 12 de agosto de 2008
Na abertura da exposição, os convidados conversam, comem e se divertem.

GRUPO XIX LÊ A CENA DA GALINHA DE O NOME DO SUJEITO

CIA. DO FEIJÃO FAZ SAMBA DE CENA INÉDITA DE AUTO DOS BONS TRATOS

BARTOLOMEU EM VERSÃO HIP-HOP DA CANÇÃO DO LIXÃO DE O MERCADO DO GOZO

LATÃO ENTOA NOVO ARRANJO DA CANÇÃO DO SENTIDO DA VIDA

PARLAPATÕES PARAMENTADOS IMPROVISAM OS SÁBIOS DE VISÕES SIAMESAS

FOLIAS D´ARTE ENCENA ASSEMBLÉIA JACOBINA DE ENSAIO PARA DANTON

SÃO JORGE DE VARIEDADES EM EQUÍVOCOS COLECIONADOS

GUSTAVO BAYER REGE CORO CATÁRTICO DE XÔ, XÕ, BARATA.

Fotografado por Gustavo Motta
Publicado pelo núcleo de pesquisa e documentação
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LABORATÓRIO DE CINEMA E VÍDEO
Procurando uma maneira de dar prosseguimento aos experimentos em vídeo, a equipe do Latão realiza o Laboratório de Cinema e Vídeo, uma espécie de grupo de estudos que reúne, além dos membros da Companhia, atores convidados.
As atividades do Laboratório tiveram início em fevereiro, com encontros todas as sextas-feiras no Estúdio do Latão, nestes dias transformado em set de gravação. Os esforços para criar locações, experimentar planos, deixar os atores à vontade para testar relações diferentes com a câmera, e até mesmo as formas de tornar coletivo o trabalho do vídeo se tornaram desafios interessantes.
Em breve trechos dos vídeos serão mostrados aqui no blog. Por enquanto, deixo algumas fotos de sexta-feira passada neste post.
Diogo Noventa aproveita a arquitetura da sala de estudos para experimentos de enquadramentos.

Rodrigo Bolzan, de costas, estuda a locação de sua cena

Núcleo de pesquisa e documentação.
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TERTÚLIA DO LATÃO - 21/12/07
No dia 21 de dezembro, como encerramento etílico das atividades do ano, a Companhia do Latão realizou sua primeira Tertúlia, reunindo as equipes de trabalho dos projetos Companhia do Latão 10 anos, O Círculo de Giz e Valor de Troca. Os participantes foram convidados a realizar pequenas apresentações e improvisos sobre o célebre tema “Sexo e Política” ou, numa proposição mais mundana, “Freud e Marx”.
“Teu dia está prestes, burguês.”
“Come ananás,
Mastiga perdiz.
Teu dia está prestes,
burguês.”
Alessandra Fernandez assumiu o palco da Tertúlia com uma cena interativa: sua proposta de musicar o poema “Come Ananás”, de Maiakovski contou com a colaboração da platéia, que se dividiu em coros segundo as diversas vozes, arranjadas no improviso de sua regência. A combinação dos versos simples e combativos com a embriaguez do adiantado da festa resultou em um coral entusiasmado e quase afinado que ficará para a História.
“Uma conferência-cênica”
Apesar de ter se sentido lograda ao conhecer o real tema geral do encontro – a sentença “sexo e política” lhe havia sido omitida – Iná Camargo Costa integrou a programação do palco da Tertúlia com uma notável conferência-cênica que só fez comprovar seu talento para o palco. Acostumada aos improvisos com o Latão, realizou uma façanha: trouxe Theodor Adorno para a festa. O depoimento de um conviva, que passava pela primeira vez pelo Estúdio do Latão, assim resumiu sua fala: “Iná comprovou a unidade transcendente da psicanálise e do marxismo, avançando em relação ao espírito tui do Instituto de Frankfurt, mas não estou certo disso porque o vinho, ou Adorno, não sei bem, deixa tudo ambíguo demais. Que artista!”.
Poema de uma notícia de jornal
Sérgio e Helena leram o poema composto especialmente para a Tertúlia, a Canção de Maria Ilieva. Martin colaborou com a trilha sonora balcânica.
“CANÇÃO DE MARIA ILIEVA
(Sérgio de Carvalho)
Quer saber do meu conhaque?
Um trago já aquieta as feridas
Toma enquanto lhe conto
O quanto ganhei da vida
desde que caiu o regime
na Bulgária socialista.
Sou Maria Ilieva
das ameixas escaldadas,
dos xaropes fermentados.
Pode tomar, queridinho,
aprendi subindo nos galhos
na Bulgária dos novos dias.
Se queima mesmo a garganta?
Aí está o bom da coisa.
Seja espontâneo, honey!
Numa goela intacta,
alguma coisa está errada.
Aprendi trançando as pernas
na crescente triste vila
porcos girando torrados
turistas com velhas insígnias.
Sou Maria Ilieva
na Bulgária de todas as vias.
Me achei espremendo ameixas,
quentes goles, grandes cílios,
onde tudo é permitido.
Engulo o gargalo melado
do bálsamo capitalismo.
Be spontaneous, Sir!
Eu não cuspo, tenho brios,
aí está o bom da coisa,
numa goela intacta
alguma coisa está errada.
Sou Maria Ilieva
Nascida na Bulgária
Sei engarrafar alegrias.
(“Em algum lugar, parece que no Brasil, tem um homem que é feliz.”) ”
Um vídeo experimental
Luiz Gustavo Cruz, do núcleo de cinema e vídeo do Latão, aproveitou Walter Benjamin e as ruas paulistas em véspera de Natal para gravar o vídeo A Dialética da Prostituição.
Em memória de Pinto Calçudo
Helena Albergaria, Rodrigo Bolzan e Carlos Escher fizeram uma leitura cênica de fragmentos de Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade. O intermezzo, um dos poemas presentes no livro, já fora utilizado como ponto de partida para improvisações de cenas de O Mercado do Gozo; com o mais que propício ambiente da Tertúlia, as experimentações sobre os debochados textos de Oswald vieram ao palco.
Excerto:
“Ora, a fornicação é deleitável…”
São Tomás de Aquino — De Malo — art.9 — ad 7 — q III.
Dinorá a todo cérebro
ou seja
A estranha mulher do Copacabana Palace
ou seja
A ex-peitudinha do Hotel Fracaroli
ou seja
O mais belo amor de Casanova.
- Como são finas as tuas meias!
- Malha 2360
- São duráveis?
- Duram três, quatro horas…
O mar lá fora urra querendo entrar em Guanabara.
- Não. Lindas são as minhas calças. Olha, ninguém tem este recortezinho… Mas como estás mudo… sem espírito…
- Comovido porque te conquistei…
- Não. Não é uma conquista…
- Que é então?
- Uma revanche…
- De que?
- Da vida.
O telefone estraçalha o silêncio.”
ANDRADE, Oswald de. Serafim Ponte Grande, São Paulo: Globo, 2007. P. 105-6.
E outras tantas presenças memoráveis
Diogo Noventa e Juliana Liegel apresentaram alguns versos de O Manifesto do partido Comunista adaptado para repente. Contaram com Aline Reis na sanfona;
Canção de Martin Eikmeier (experimentada durante o dia, na oficina “Encontros da Comuna”)
Walter Garcia tocou duas conposições suas. Um momento especial e Galeria;
Lincoln Antônio ao piano, foi acompanhado por Juçara Marçal.
Pelo núcleo de pesquisa e documentação.
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APRESENTAÇÃO DE O CÍRCULO DE GIZ CAUCASIANO EM HAVANA, CUBA - DE 4 A 6/09/07
Algumas fotos das apresentações em Cuba!
Entrada do teatro Hubert de Blanck, em Havana, onde a Companhia apresentou O Círculo de Giz Caucasiano nos dias 4, 5 e 6 de setembro.
O prólogo da peça, legendado.
Cena do batizado no Hubert de Blanck.
Walter Garcia (violão) em participação especial, tocando com Martin Eikmeier.
Ney Piacentini e Deborah Lobo.
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