COMPANHIA DO LATÃO - 7 PEÇAS
O livro Companhia do Latão - 7 peças recebeu resenhas interessantes, que publicamos por aqui. Os textos de Silvia Fernandes e Kil Abreu podem ser lidos na íntegra na seção “Entrevistas” do Blog, e Nélson de Sá publica seus artigos no blog Cacilda.
Silvia Fernandes - “A publicação de sete peças da Companhia do Latão permite ao leitor conhecer uma das experiências mais radicais de dramaturgia brasileira empreendidas nas últimas décadas. Resultantes do processo colaborativo de criação que define a escritura do teatro de grupo dos anos 90, os textos reunidos no volume foram criados ou adaptados em sala de ensaio a partir das improvisações dos atores e funcionam como modelo das formas mais recentes de produção de uma dramaturgia cênica coletivizada”
Kil Abreu - “o caráter experimental da criação, no caso, não se confunde com o esteticismo aleatório. Toma o lugar de método através do qual se busca contrastar os movimentos do capitalismo hoje em modos críticos de representação. É isto que qualifica artisticamente e que singulariza uma posição no panorama do teatro, em comparação ao passado e no momento atual. E é isto o que justifica a publicação destas sete peças, referências obrigatórias não só para o teatro adjetivado como ‘político’, mas para a própria arte do teatro.”
Em entrevista à Rádio USP, Sérgio de Carvalho e Iná Camargo Costa também falam sobre o livro de peças da Companhia do Latão.
Sérgio de Carvalho - “O lançamento do livro é um reconhecimento histórico sobre um tipo de produção teatral que não costuma ter o estatuto de literatura por acontecer dentro da sala de ensaio, ao sabor da criação coletiva, modificada conforme as apresentações. Essa produção pode ter muita qualidade inventiva, literaria, e pode mostrar o mundo de pontos de vistas diferentes.”
Iná Camargo Costa- “[Sobre os aspectos acentuados no prefácio ao livro], procurei destacar dois que considero centrais. O primeiro, que considero profundo, é o interesse do grupo em explorar contradições no sentido dialético da palavra. Destaquei este objetivo da exploração de contradições em todos os textos que estão na coletânea. O segundo, ainda no âmbito do assunto, é o interesse deles pelo que eu chamo, inspirado em gente como Antônio Candido e Roberto Schwarz, que é desenvolver um olhar crítico sobre a sociabilidade brasileira, sempre tendo como fundamento a luta de classes.”
Ouça a entrevista completa e algumas canções do grupo a partir da Biblioteca Sonora da Rádio USP.
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